Jogador também é gente
Observei alguns fatos abordados pela imprensa como se jogador de futebol não fosse gente. Primeiro: o atacante Luiz Carlos pediu licença ao Ceará para visitar um parente doente e dar apoio à família. Até que provem que é mentira (não conseguiram), ele está falando a verdade e tem razão, assim como qualquer trabalhador que pede folga para resolver problema particular. Por que com jogador é diferente? O cara, assim como nós da imprensa e torcedores que trabalham, precisar estar com a cabeça boa. Quando temos sérios problemas, faltamos. Nada extraordinário isso. É bom que os colegas de imprensa entendam que jogador também é gente. Sobre o mesmo atleta alvinegro, inventaram confusão quando ele almoçou com o técnico Heriberto da Cunha, então tricolor. Qual o problema? Foi em lugar público! Vai dizer que um jornalista de uma empresa não pode beber umas com outro da empresa concorrente. Furada essa! Vamos ser mais compreensivos. Os caras também têm vida pessoal. No caso deles, aliás, bem menor que a nossa, pois passam dias confinados numa concentração, perdendo, em alguns casos, até nascimento de filhos. Criticaram também quando o técnico Lira, na época no Uniclinic, indicou jogadores para o Ceará. Qual o problema? Acho que o problema foi ele ter sido honesto e admitido. Todo mundo faz isso com vários treinadores por telefone, não importa o time ou cor. Vamos ser mais pacientes e inteligentes.
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